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8 de março de 2016

GUINÉ BISSAU: Políticos "não aceitam que existe de fato uma crise" na Guiné-Bissau

Uma delegação do Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu haver necessidade de serem feitas cedências para o fim do impasse político na Guiné-Bissau. As declarações foram feitas pelo embaixador de Angola junto às Nações Unidas.
Ismael Martins, embaixador de Angola na ONU
Dakar - Uma delegação do Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu haver necessidade de serem feitas cedências para o fim do impasse político na Guiné-Bissau.
As declarações foram feitas, segunda-feira, à Rádio ONU pelo embaixador de Angola junto às Nações Unidas, no fim de uma visita de algumas horas ao país.
Ismael Martins assumiu a presidência do órgão em março e disse que após vários contactos foi constado que é preciso o fim da impunidade e o respeito a leis e normas por parte de partidos. O pronunciamento foi feito na capital senegalesa Dacar, antes do embarque de regresso a Nova Iorque.
"Acho que a viagem foi útil aos membros do Conselho. Conseguimos, mesmo em curto tempo, ter encontros com as entidades principais e com  partidos como o Paigc, o PRS e estivemos na Assembleia Nacional com o presidente, dois vice-presidentes e com o presidente da República já no fim."
O representante declarou que passados vários meses a população demonstra "maturidade" apesar de "estar a ficar impaciente" com a situação política.
"No fundo foi para que todos nos apresentassem o que veem como a principal causa desta crise, se bem que eles não aceitam que existe de facto uma crise. Nós ficamos com impressão de que sim, é possível encontrar um entendimento com maior esforço por parte todos. É um Give and take para se tentar encontrar uma forma de o país viver."
Para o diplomata angolano, a outra prioridade é manter em território guineense a força da Ecomib, a missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental de manutenção da paz na Guiné-Bissau.
Martins destacou o contributo da missão regional para criar condições para a dignidade na reforma das forças de segurança e "evitar situações vividas nos outros anos". O país tem um historial de golpes de Estado e de violência política.

O diplomata disse haver a necessidade de adaptar as tarefas do Escritório da ONU de Estabilização da Guiné-Bissau, Uniogbis,  ao cenário atual. Este março, a operação iniciou um novo mandato de um ano no país.
Africa21 Digital

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