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23 de julho de 2016

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Eleições presidenciais sob suspeita

O atual presidente da República e candidato à reeleição Manuel Pinto da Costa ameaça não participar na segunda volta das eleições presidenciais em São Tome e Príncipe, enquanto não forem sanadas alegadas irregularidades verificadas na primeira volta.
Manuel Pinto da Costa contesta processo eleitoral
São Tomé - O atual presidente da República e candidato à reeleição  Manuel Pinto da Costa ameaça não participar na segunda volta das eleições presidenciais em São Tome e Príncipe, enquanto não forem sanadas alegadas irregularidades verificadas na primeira volta.
A informação foi avançada pelo seu director de campanha Guilherme Posser da Costa, que também exige a demissão do presidente da Comissão Eleitoral Nacional.
A decisão foi anunciada horas depois de o Tribunal Constitucional ter confirmado em edital a realização da segunda volta entre o candidato do partido no poder Evaristo Carvalho e o actual Presidente da República Manuel Pinto da Costa que concorre ao segundo mandato, informa a rádio VOA
Pela voz do seu diretor da campanha, Guilherme Posser da Costa, o Presidente cessante fez saber que só participará na segunda volta se forem sanadas as alegadas irregularidades que na sua opinião mancharam a primeira volta das eleições e se for demitido o Presidente da Comissão Eleitoral Nacional.
O próprio candidato Manuel Pinto da Costa tinha agendado para esta tarde uma conferência de imprensa no palácio presidencial mas acabou por desconvocá-la.
Por outro lado, a candidata Maria das Neves, que ficou no terceiro lugar, também disse hoje em conferência de imprensa que não há condições para a realização de uma segunda volta se persistirem as alegadas irregularidades invocadas no processo de impugnação conjunto apresentado ao Tribunal Constitucional.
A Comissão Eleitoral Nacional anunciou no domingo a vitória de Evaristo Carvalho, apoiado pelo partido no poder, na primeira volta, por 50,1 por cento dos votos.

Entretanto, com a eleição de ontem na localidade de Maria Luísa, no distrito de Lembá, após o boicote de domingo passado, e a recepção das atas da votação dos emigrantes, a Comissão mudou o resultado, com Carvalho a não conseguir os votos necessários para vencer na primeira volta. A segunda volta, a acontecer, será a 7 de Agosto.
Africa21 Digital

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