O ministro das Finanças
cabo-verdiano, Olavo Correia, acusou o Governo anterior de ter impedido a
divulgação, antes das últimas eleições, do relatório do FMI que
apontava para o risco elevado de sustentabilidade da divida pública do
país.
Praia - O ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo
Correia, acusou o Governo anterior de ter impedido a divulgação, antes
das últimas eleições, do relatório do FMI que apontava para o risco
elevado de sustentabilidade da divida pública do país.
O governante intervinha durante a discussão da proposta de Orçamento
de Estado para 2016, no Parlamento, em resposta às acusações do
principal partido da oposição, o PAICV, de que o actual Governo e o
partido que o sustenta, o MpD, enganaram os cabo-verdianos durante a
campanha eleitoral.
"Quem enganou os cabo-verdianos foram vocês. Este relatório do FMI
sobre a análise da sustentabilidade da dívida cabo-verdiana era para ser
divulgado antes das eleições. Esteve cá uma missão do FMI durante mais
de uma semana e não foi recebida por nenhum governante porque não
queriam que este relatório fosse divulgado", disse o ministro.
Segundo Olavo Correia, o relatório, que recebeu depois de assumir o
Ministério das Finanças, diz que desde 2014 o risco do país é elevado.
Já o governo anterior, de acordo com o ministro das Finanças, dizia de
que era moderado.
"Esta não é uma alteração apenas qualitativa. Tem impactos a nível da
gestão futura do país", sublinhou o governante que adianta estar em
contacto, todos os dias, com a missão do FMI, estando agendada uma
missão para Setembro para publicação desse documento que devia ter sido
publicado antes das eleições.
"Ou seja, enganaram e esconderam essas informações ao maior partido
da oposição e a todos os cabo-verdianos", afirmou o ministro das
Finanças, avançando que o país recebe, neste momento, uma missão do
Grupo de Apoio Orçamental (GAO) que acaba de reconfirmar a situação
difícil do ponto de vista orçamental e de tesouraria que o Governo
herdou.
Africa21 Digital
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