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4 de abril de 2016

MOÇAMBIQUE: Moçambique confia em «soluções africanas» para um continente livre de conflitos em 2020

O Governo moçambicano declarou hoje a sua confiança em "soluções africanas para problemas africanos", visando um continente livre de conflitos até 2020, embora reconhecendo a "responsabilidade primária" do Conselho de Segurança da ONU.

Moçambique confia em «soluções africanas» para um continente livre de conflitos em 2020
"Quer na República Democrática do Congo ou na Somália, no Sudão do Sul ou na República Centro Africana, homens e mulheres africanos, sob égide da União Africana ou das Nações Unidas, esforçam-se para lograr o almejado objetivo de um continente livre de conflitos e liberto do troar de armas até 2020", assinalou o chefe da diplomacia moçambicana, na abertura da reunião continental de avaliação ao exercício Amani Áfica II.
Discursando para cerca de 200 delegados, incluindo o comissário da União Africana para a Paz e Segurança, Oldemiro Baloi observou, por outro lado, que "o reforço da capacidade de intervenção coletiva do continente não é uma rejeição da assistência da comunidade internacional", nomeadamente do Conselho de Segurança da ONU, ao qual cabe "a responsabilidade primária de manutenção da paz e segurança internacionais".
Baloi referiu-se ao exercício Amani África II, em Adis Abeba e em Lohatla, África do Sul, em 2015, envolvendo cinco mil efetivos civis, militares e policiais de todo o continente, como um sucesso e uma demonstração de prontidão do continente.
"Em Lohatla, confirmámos que, apesar dos desafios diversos e complexos, o continente possui a capacidade necessária para autorizar, planear, desdobrar, dirigir, gerir, manter e retirar missões multidimensionais dos 'capacetes verdes'", declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique.
O exercício, segundo Baloi, foi também uma forma de dizer ao mundo que "o continente é capaz e está pronto" e "uma prova de que os problemas africanos devem e podem ter soluções africanas".
No entanto, o chefe da diplomacia moçambicana alertou no entanto que o exercício identificou desafios ainda por superar, mencionando as disparidades militares das várias comunidades económicas, mecanismos regionais e Estados-membros.
Estas dificuldades, referiu, "constituem desafios ao desdobramento efetivo de uma força africana em estado de alerta em plena capacidade operacional", salientando a importância dos compromissos assumidos no âmbito dos pactos de não-agressão celebrados ao nível do continente e das regiões.
A reunião hoje iniciada em Maputo, e que se prolonga até sexta-feira, insere-se na presidência moçambicana do órgão da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral) para a Cooperação nas Áreas de Política Defesa e Segurança.
Diário Digital com Lusa

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