O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, apelou hoje à Igreja Católica para que continue o trabalho de Jaime Gonçalves, arcebispo emérito da Beira e mediador do Acordo Geral de Paz em Moçambique, falecido na madrugada de hoje.
"O desaparecimento físico dele não pode fazer com que os outros dirigentes católicos recuem, porque estariam a fechar as portas", declarou o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), citado pelo canal de televisão privada STV, em reação à morte de Jaime Gonçalves, hoje na Beira, aos 79 anos.
Mais de vinte anos após o Acordo Geral de Paz, celebrado a 04 de outubro em Roma, e num momento em que Moçambique vive nova instabilidade política e militar, Dhlakama pediu ao atual arcebispo da Beira, Claudio Zuanna, que "continue com o trabalho e obra de D. Jaime Gonçalves", lamentando não poder assistir ao funeral, alegando razões de segurança.
Diário Digital com Lusa
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