A Casa-CE prefere acreditar nos indicadores reais que apontam, no seu entender, para a bancarrota de Angola. "O país está pobre, em bancarrota, a situacao é muito mais grave do que aparenta ser, apesar de o ministro dizer o contrário, mas é um resgate'", disse Manuel Fernandes, citado pela rádio VoA.
Também Raul Danda, vice-presidente da Unita, faz diagnóstico idêntico. "Quer-se fugir ao termo resgate por quê? Quando você já não tem dinheiro para pagar salários, nem dinheiro para comprar medicamentos, as pessoas estão a morrer às centenas, quando já não se tem dinheiro para nada só existe bajulação, é preciso acabar com a bajulação e acreditar que há sim resgate e sujeitar-se às exigências do FMI'', disse Danda.
O vice-presidente da Unita lembra que várias vezes avisou o Executivo da necessidade de diversificar a economia com recurso ao dinheiro do petróleo, mas, segundo Danda, "o Governo nunca quis dar ouvidos aos avisos, tendo preferido ir à busca dos recursos financeiros chineses; hoje o cenário é terrível e a ajuda das instituições financeiras, como o FMI tornam-se inevitáveis".
Africa21 Digital
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