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31 de março de 2016

MOÇAMBIQUE: Governo moçambicano deporta Activista feminista espanhola

“Ao participar numa manifestação ilegal, dirigindo um grupo de crianças vestidas de uniforme escolar e empunhando dísticos com dizeres ofensivos aos bons costumes da República de Moçambique, a cidadã Eva Anadan Moreno violou de forma clara e manifesta a lei retromencionada”, justificou a deportação da activista feminista espanhola, o gabinete do ministro do Interior através do despacho no 01/EA/GMI/2016.
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O Governo moçambicano deportou uma feminista espanhola, Eva Moreno, nesta quarta-feira (30 de Março), por ter alegadamente participado numa manifestação ilegal promovida por algumas organizações da sociedade civil em protesto contra a obrigatoriedade de indumentária das alunas das escolas primárias e secundárias.
No dia 18 de Março, feministas moçambicanas organizaram uma acção de protesto contra a decisão do Ministério de Educação e Desenvolvimento Humano que estipulou que as raparigas deveriam passar a usar as saias compridas até aos calcanhares, contudo a polícia abortou a mesma.
Outras duas estrangeiras, uma brasileira e outra espanhola, foram também detidas e posteriormente libertadas. A cidadã Eva Moreno, que vivia em Maputo foi chamada à Direcção de Migração, onde na tarde do dia 29, recebeu a informação de que seria deportada.
No entanto, duas cidadãs estrangeiras, uma brasileira e outra espanhola, foram detidas e posteriormente libertadas pela polícia.
A brasileira, que estava em serviço no país deixou Moçambique no fim da sua missão, mas a cidadã espanhola Eva Moreno, que vivia em Maputo, foi chamada à Direcção de Migração, onde na tarde desta terça-feira, 29, recebeu a informação de que seria deportada. Uma procuradora tentou inviabilizar a deportação da Eva Moreno e entrou em discussão com o polícia que estava de plantão no local. O sucedido tornou-se viral nas redes sociais porque a advogada e activista dos direitos das mulheres, Iveth Mafundza, colocou na rede social Facebook mostrando-se indignada com a situação.
Na hora de embarque, lavada em lágrimas Eva Moreno afirmou que não cometeu crime que mereça a sua expulsão, contudo, sente-se orgulhosa por lutar pelos direitos da mulher.
O despacho do ministro do Interior decidiu interditar a entrada no país da Eva Moreno durante 10 anos.
Entretanto, a Eva Moreno foi recebida como uma verdadeira heroína na Espanha, sua terra natal. Ao desembarcar foi surpreendida por uma multidão que a esperava no aeroporto.
Magazine Independente

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